Sem estrelas sem saber sem príncipe ou princesa sem pressa nem era dia de festa ou fogos sem artifício no dia qualquer de todas as vidas acontecendo eu e você descobrimos que amar é simples então dançamos todas as danças até que a música que inventamos se calou dentro de nós.
Entre todas a tarefas do mundo salvar alguém, parir os homens recolher os destroços, a mais impossível que nunca posso e nem tento é te esquecer. Saramar
As palavras, presas, negam-me sua música. Também o amor nega sua luz a quem só vê espelhos e a imagem única, cinza, seca que, de toda água feminina só lágrimas verte .
Bendito seja o amor única fome que de beijos se sacia única sede que de lágrimas se farta a enxergar o céu na lâmina que traça o vermelho traço da saudade na pele fria de solidão.
Bendito seja o amor que nos retira do mundo para dançar no ar, como flores soltas perfumando o chão. Saramar
De tão triste, sou crua. Que será das metáforas de sustentar o que tento dizer? Foram-se em busca de vida menos vazia que possa entre elas se disfarçar. Fiquei mais só e minha palavra, nua.
Digo o que sinto aqui por dentro, ainda que os olhos desdigam e o verso não contenha em suas sílabas-caixas tão iguais, o sentido do que percebo. Digo o que vejo e beijo. Preciso que o lido do que digo seja outro mundo, se assim for. Só digo o que quero, ainda que seja o avesso do trânsfuga de qualquer dizer. No que digo há um só ser: eu (e meus desejos). Saramar